Não podemos estar sempre juntos
Não nos vemos todos os dias
Não nos amamos pra todos verem
Não nos beijamos aos olhos alheios
Não nos abraçamos em público
Não conversamos sobre nós com ninguém
Não pegamos no pé dos outros
Não nos ligamos o tempo todo
Não nos abrimos ao mundo
Não transparecemos o que sentimos
Não dizemos aos nosso pais o que é que há
Não atualizamos nossos documentos
Não assumimos a nossa postura
Não nos exibimos em qualquer lugar
Não nos deixamos levar pelos instintos
Não nos movemos em prol de nós mesmos
Não nos expomos às provas da vida
Não fazemos direito as tarefas de casa
Não paramos de pensar uns nos outros o tempo todo
Estamos em todos os lugares
Jovem, velho, branco, preto,
Alto, baixo, largo, estreito,
Leve, pesado, experiente, novato,
Homem, Mulher, rico, pobre,
Drogado, adúltero, gay, ladrão,
Entre outros marginais sem opção
Opostos ou Unidos
Nada podemos
Pois nada é permitido
Mas não desistimos nunca
É mais gostoso quando é proibido.
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Inspiração
Naquela noite você me fitou, Nem notei
Estava em boa companhia, mas algo me faltava
A escuridão descia sobre mim
E tudo ficava soturnamente calmo, entediante
Saí. Ali achava que era o fim daquela odisséia
Mas não era
Algo me mandou olhar pra trás
E foi então que esse mesmo algo me trouxe de volta
Mas não sabia ao certo ainda pra quem ou por quê.
Voltei, e ao entrar, você já me fitou, de cara
Dissestes: "Te cuidei a noite toda.
E prometi pra mim mesmo: só vou embora
quando eu tiver os seus braços ao redor do meu corpo."
Quanta paranóia, envolvida em sedução...
Me senti endiabradamente possuído por uma força
Força essa sensualmente poderosa,
Movedora de moinhos e de montanhas
"Vem comigo? Agora? Pra onde? Outro lugar, bem longe daqui..."
Muito cedo, porém tarde o suficiente.
- Promete que vai me mostrar tudo? -
"Só prometo que terás uma noite maravilhosa."
E claro, aceitei sem hesitar. Diante de uma assertiva dessas,
Que poderia eu fazer senão dizer sim?
E conheci todos os meus sonhos,
Em todas as formas e cores...
Alguma coisa parecia ser truque, mas,
Na verdade, garotos pensam demais
E aí me dei conta que era real
De repente, entre as folhas, a relva,
A natureza conspirando naquele amanhecer
Gostoso como um entardecer de outono
Amor no café, Carinho no almoço, e mais amor de sobremesa.
Quando a distância nos separou novamente
Mudou minha vida pra sempre
Divisor de águas
Pude ver finalmente a metamorfose
Eu mesmo a se desprender de mim
A queda da antiga morada
Meu templo em reforma
Sagrado âmago em reconfiguração
As coisas se desfragmentando
Assumindo nova ordem e retomando o rumo
Avante, seguindo agora.
Eu prometo que nunca vou esquecer essa noite
E que ela nunca sairá de meu ser,
Afinal, foi responsável pelo que sou hoje.
Se é amor, não sei. Não ouso.
Não posso enfrentar meus piores inimigos, ainda
Pois minha independência depende do quão forte
Serei e seremos
Antiga brasa ainda aquece
Mas não há fogo, já não brilha.
Quando você descobriu o meu mundo
Você me reconstruiu
E só não me possui por inteiro
Porque ainda não estamos fitando-nos.
Quero te ver. Hoje.
Pois é de ti que vem minha inspiração.
Estava em boa companhia, mas algo me faltava
A escuridão descia sobre mim
E tudo ficava soturnamente calmo, entediante
Saí. Ali achava que era o fim daquela odisséia
Mas não era
Algo me mandou olhar pra trás
E foi então que esse mesmo algo me trouxe de volta
Mas não sabia ao certo ainda pra quem ou por quê.
Voltei, e ao entrar, você já me fitou, de cara
Dissestes: "Te cuidei a noite toda.
E prometi pra mim mesmo: só vou embora
quando eu tiver os seus braços ao redor do meu corpo."
Quanta paranóia, envolvida em sedução...
Me senti endiabradamente possuído por uma força
Força essa sensualmente poderosa,
Movedora de moinhos e de montanhas
"Vem comigo? Agora? Pra onde? Outro lugar, bem longe daqui..."
Muito cedo, porém tarde o suficiente.
- Promete que vai me mostrar tudo? -
"Só prometo que terás uma noite maravilhosa."
E claro, aceitei sem hesitar. Diante de uma assertiva dessas,
Que poderia eu fazer senão dizer sim?
E conheci todos os meus sonhos,
Em todas as formas e cores...
Alguma coisa parecia ser truque, mas,
Na verdade, garotos pensam demais
E aí me dei conta que era real
De repente, entre as folhas, a relva,
A natureza conspirando naquele amanhecer
Gostoso como um entardecer de outono
Amor no café, Carinho no almoço, e mais amor de sobremesa.
Quando a distância nos separou novamente
Mudou minha vida pra sempre
Divisor de águas
Pude ver finalmente a metamorfose
Eu mesmo a se desprender de mim
A queda da antiga morada
Meu templo em reforma
Sagrado âmago em reconfiguração
As coisas se desfragmentando
Assumindo nova ordem e retomando o rumo
Avante, seguindo agora.
Eu prometo que nunca vou esquecer essa noite
E que ela nunca sairá de meu ser,
Afinal, foi responsável pelo que sou hoje.
Se é amor, não sei. Não ouso.
Não posso enfrentar meus piores inimigos, ainda
Pois minha independência depende do quão forte
Serei e seremos
Antiga brasa ainda aquece
Mas não há fogo, já não brilha.
Quando você descobriu o meu mundo
Você me reconstruiu
E só não me possui por inteiro
Porque ainda não estamos fitando-nos.
Quero te ver. Hoje.
Pois é de ti que vem minha inspiração.
terça-feira, 10 de junho de 2008
Sem saber a gente sempre acaba errando
Eu fiz essa musica pra você
Pensando em tudo que eu sempre quis dizer
Pensando nas cores que insisto em nunca ver
Achando que ia servir pra te trazer aqui
Querendo te ter em meus braços
Só pra te mostrar que dá pra sentir o mundo girar
Que a gente pode se amar com o mundo se acabando
E sem saber a gente sempre acaba errando
Errando feio e pisando na bola
Querendo que a vida funcione dessa forma
Ainda tô aqui te esperando
Pra te dar aquilo que te prometi
Naquela noite você me disse que
nunca mais iria me esquecer
Eu acredito naquilo e não abro mão
E sei que tô certo de saber, mas
Sem saber a gente sempre acaba errando
sem querer.
Planto sentimentos sem saber
O que poderá dali nascer
Na verdade até sei
Que só se sabe ao crescer
Se é amor ou se não é
E sempre fico pensando
Que sem saber a gente
sempre acaba errando
Penso em ti, e vem a inspiração
Penso longe, penso simples, penso não
Na verdade penso é torto e sei
Que perco muito tempo pensando
Mesmo sabendo sem saber
a gente sempre acaba errando...
Simples ou complicado
No início ou acabando
Alto ou baixo, magro ou gordo
Velho ou novo, preto ou branco
Não lembro quem me contou
Mas inda lembro daquele olho
Da frase que me disse olhando
Alguém me disse que sem saber
A gente sempre acaba errando
Onde andei as pessoas tinha medo
De viver, de tentar, de amar
Mas na real, ninguém tava era tentando
Por medo de saber que sem saber
A gente sempre acaba errando
Mas o medo pode ser bom
E é melhor até pensar errado
Pensei agora em ser apenas teu amigo
Já pensou o que eu tô pensando?
Que quero mesmo sem saber
Pensar errado pra acabar errando.
Pensando em tudo que eu sempre quis dizer
Pensando nas cores que insisto em nunca ver
Achando que ia servir pra te trazer aqui
Querendo te ter em meus braços
Só pra te mostrar que dá pra sentir o mundo girar
Que a gente pode se amar com o mundo se acabando
E sem saber a gente sempre acaba errando
Errando feio e pisando na bola
Querendo que a vida funcione dessa forma
Ainda tô aqui te esperando
Pra te dar aquilo que te prometi
Naquela noite você me disse que
nunca mais iria me esquecer
Eu acredito naquilo e não abro mão
E sei que tô certo de saber, mas
Sem saber a gente sempre acaba errando
sem querer.
Planto sentimentos sem saber
O que poderá dali nascer
Na verdade até sei
Que só se sabe ao crescer
Se é amor ou se não é
E sempre fico pensando
Que sem saber a gente
sempre acaba errando
Penso em ti, e vem a inspiração
Penso longe, penso simples, penso não
Na verdade penso é torto e sei
Que perco muito tempo pensando
Mesmo sabendo sem saber
a gente sempre acaba errando...
Simples ou complicado
No início ou acabando
Alto ou baixo, magro ou gordo
Velho ou novo, preto ou branco
Não lembro quem me contou
Mas inda lembro daquele olho
Da frase que me disse olhando
Alguém me disse que sem saber
A gente sempre acaba errando
Onde andei as pessoas tinha medo
De viver, de tentar, de amar
Mas na real, ninguém tava era tentando
Por medo de saber que sem saber
A gente sempre acaba errando
Mas o medo pode ser bom
E é melhor até pensar errado
Pensei agora em ser apenas teu amigo
Já pensou o que eu tô pensando?
Que quero mesmo sem saber
Pensar errado pra acabar errando.
sábado, 7 de junho de 2008
Continuação
Assim acredito que funciona:
Nunca pára. Sempre é continuação.
Nos filmes, na tv, no mundo, na vida:
Avô, pai, filho, neto, tudo é continuação.
Tava pensando em ti ontem.
Hoje é só uma continuação de ontem.
Nunca pára. Sempre é continuação.
Nos filmes, na tv, no mundo, na vida:
Avô, pai, filho, neto, tudo é continuação.
Tava pensando em ti ontem.
Hoje é só uma continuação de ontem.
terça-feira, 3 de junho de 2008
A cruz
Numa noite, depois do apocalipse, os sobreviventes enfim resolveram abandonar suas casas, sob um medo terrível da Fúria Divina. Quando finalmente puseram os pés na rua, puderam observar que estava tudo diferente, como se suas casas estivessem sido transferidas quase que milagrosamente para o alto de um planalto, donde se via quase todo o mundo, e podia-se contemplar toda a destruição causada pela Cartada Final da Sabedoria Divina. Observou-se ainda que, ali no alto, além das casas, haviam cruzes de madeira, bem grandes e possível e extremamente pesadas. Então, do nada, ouviu-se um voz, de uma magnitude esplendorosamente pura, diria Divina, pra ser mais preciso. A voz, eloqüente, dizia:
A Voz cessou, e então cada um de nós pegou uma cruz. Seguimos o vento. O caminho era realmente tortuoso, cheio de falhas e perigos, ervas urticantes e espinhos, e a cruz era demasiadamente pesada, de uma madeira com qualidade antes nunca vista. Parecia indestrutível.
Porém, um dos colegas, que carregava um artefato metálico pequeno, resolveu ir disfarçadamente tirando pequenas lascas da cruz, com o objetivo de reduzir seu peso. Em princípio a idéia parecia boba, mas com o tempo, o peso foi realmente diminuindo e o ritmo do passo melhorando. As pessoas, exaustas, não entendiam como o rapaz conseguia extrair tanta força de seu corpo debilitado, maltratado pelos intensos dias de frio, fome e escuridão, enfrentados outrora.
Ao passar de alguns dias de caminhada, a cruz do homem estava visivelmente menor. Alguns outros haviam desistido das jornada, outros simplesmente sucumbiram de exaustão. Ele então concluiu que Deus o estava perdoando, e que o segredo da caminhada seria o discernimento para administrar o peso que carregas. Dizia ele: "Deus nos deu inteligência, e a pôs a prova nesse momento. Portanto, vamos chegar lá, usando o mais precioso dos dons que herdamos da Divina Criação."
Alguns dos viajantes resolveram aderir a idéia. Outros não. E assim foi, até o final do último dia, quando finamente chegaram a um rio, com uma intensa correnteza. A voz Divina então os confidenciou novamente:
"Cada um de vós, que sobreviveu a todas as provações, são os Meus, escolhidos por suas vidas dedicadas ao próximo, ao amor e a caridade. Mas, a última provação ainda está por vir. A salvação é uma cruz, com um caminho tortuoso a se percorrer. E só a paciência vos salvará. Então, sigam na direção do vento que sopra, cada um carregando uma dessas cruzes que estão a ver."
A Voz cessou, e então cada um de nós pegou uma cruz. Seguimos o vento. O caminho era realmente tortuoso, cheio de falhas e perigos, ervas urticantes e espinhos, e a cruz era demasiadamente pesada, de uma madeira com qualidade antes nunca vista. Parecia indestrutível.
Porém, um dos colegas, que carregava um artefato metálico pequeno, resolveu ir disfarçadamente tirando pequenas lascas da cruz, com o objetivo de reduzir seu peso. Em princípio a idéia parecia boba, mas com o tempo, o peso foi realmente diminuindo e o ritmo do passo melhorando. As pessoas, exaustas, não entendiam como o rapaz conseguia extrair tanta força de seu corpo debilitado, maltratado pelos intensos dias de frio, fome e escuridão, enfrentados outrora.
Ao passar de alguns dias de caminhada, a cruz do homem estava visivelmente menor. Alguns outros haviam desistido das jornada, outros simplesmente sucumbiram de exaustão. Ele então concluiu que Deus o estava perdoando, e que o segredo da caminhada seria o discernimento para administrar o peso que carregas. Dizia ele: "Deus nos deu inteligência, e a pôs a prova nesse momento. Portanto, vamos chegar lá, usando o mais precioso dos dons que herdamos da Divina Criação."
Alguns dos viajantes resolveram aderir a idéia. Outros não. E assim foi, até o final do último dia, quando finamente chegaram a um rio, com uma intensa correnteza. A voz Divina então os confidenciou novamente:
"Vocês que chegaram aqui, trouxeram seu fardo para consigo. Agora, usem as suas cruzes para atravessar o rio. Apenas confiem na cruz que Eu vos dei, ela é perfeita, da madeira ideal, retirada dos Jardins Sagrados. Foram talhadas de tal forma a ficarem sobre a água e transportá-los em segurança à outra margem, onde estão os portões do Paraíso. Venham e compartilhem hoje da maior das virtudes que Eu vos dou."
E aqueles que estavam com suas cruzes reduzidas a pedaços de madeira, nunca puderam contemplar a beleza da outra margem.
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Esse texto é um conto que ouvi de meu avô em algum "adro da memória", como disse o colega Luciano Mello...
Amo você muito, seu Arlindo.
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